Como criar um plano de recuperação de desastres em sua empresa

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Como criar um plano de recuperação de desastres em sua empresa

Não importa se o seu negócio é de pequeno, médio ou grande porte ou se tem ou não uma área de TI própria. É bem provável que sua empresa possua um ou mais softwares que precisam estar em pleno funcionamento para garantir a integridade das operações.

Que seja um programa para controle do fluxo de caixa, faturamento de compras, controle de estoque, logística…

Por mais simples que seja a infraestrutura de TI de uma empresa, é bem provável que ela tenha software, hardware e rede para suportar a geração de negócios.

Mas o que acontece se essa infraestrutura for alvo de um ataque cibernético? Ou de uma catástrofe natural capaz de danificar os aparelhos? Ou ainda depender de provedores de nuvem que interrompam o serviço inesperadamente?

Situações como essas, que parem de forma não programada as operações, são classificadas como desastres e, em menor ou maior escala, vão trazer consequências para as empresas.

Para muitos empreendedores, os poucos minutos em que um sistema de faturamento fica fora do ar podem representar um rombo milionário no balanço financeiro.

 

O QUE É O PLANO DE RECUPERAÇÃO DE DESASTRE?

Para minimizar e até impedir que uma ameaça cause grandes estragos e comprometa a continuidade das operações, é imprescindível que as empresas elaborem um plano completo e estruturado de recuperação de desastre.

O que isso significa: “que um conjunto de ações tanto preventivas quanto reativas devem ser desenhadas. Isso para garantir que, primeiro, os potenciais riscos sejam mitigados e, segundo, que, no eventual caso de uma ameaça se confirmar, todas as providências sejam tomadas para que o ambiente seja restaurado no menor tempo possível. Tudo para preservar as operações e o andamento dos negócios”, explica o Diretor de Operações da LB2, Victor Machado.

Ou seja, mais do que simplesmente prever o que deve ser feito desde o momento em que a ameaça for detectada até seu efetivo controle, o plano deve antever os potenciais riscos e impedir que eles se concretizem. “Um Plano de Recuperação de Desastre bem elaborado é aquele que nunca precisará ser utilizado”, afirma Victor.

 

 

O QUE UM PLANO DE RECUPERAÇÃO DE DESASTRES DEVE PREVER

Existe uma lista de fatores que devem ser contemplados para garantir que um Plano de Recuperação de Desastres seja bem elaborado. O Diretor de Operações da LB2, Victor Machado, detalha alguns deles.

 

1 – Formação da equipe dedicada ao planejamento, elaboração, teste, treinamento e a efetiva execução do plano – “Esses profissionais terão que levantar documentação, detalhar processos, ter um conhecimento aprofundado sobre a infraestrutura de TI própria e de terceiros, reunir com outras áreas do negócio. Enfim, esse time será o ponto focal desse trabalho”.

 

2 – Identificar os riscos aos quais a empresa está sujeita e seus possíveis impactos – “Existem diversos níveis de riscos e desastres. É fundamental que cada empresa defina o seu. O que pode ser muito prejudicial para um negócio, pode não ter reflexos diretos em outro.

Por isso, é importante ter um plano de recuperação de desastre próprio e único. Um planejamento que considere as particularidades do negócio, sua infraestrutura, as vulnerabilidades, ameaças, pontos fortes e fracos entre outros fatores que precisarão ser levantados com cada uma das áreas envolvidas.

Antes de mais nada, um plano de recuperação de desastres requer um esforço grande de pesquisa para que seja compatível com a realidade da empresa.”

 

3 – Quais os procedimentos devem ser seguidos para que o desastre seja declarado – “Aqui entra em cena um check-list, um verdadeiro passo a passo do que deve ser feito desde o momento em que o desastre se configura até a efetiva normalização da situação.

Quais os critérios para se declarar um desastre? Quem são as pessoas que devem ser acionadas e seus respectivos contatos (atualizados e sempre à vista)? Quais providências devem ser tomadas? Os objetivos finais do plano e até como lidar com a imprensa em cada caso.

Basicamente tudo que tem que ser feito em cada uma das situações identificadas como desastres possíveis deve estar detallhado. Inclusive definindo alternativas que devem ser acionadas, tempo de resposta e outras informações que forem julgadas necessárias para retomada das atividades.”

 

4 – Teste – “Tudo que foi desenhado precisa ser validado. Testar mesmo, ver o que funciona e o que não funciona e fazer adaptações. Aprovado, o plano não pode ir parar numa gaveta e ficar ali eternamente esperando o dia em que será desenterrado.

Ele precisa ser constantemente revisto. Infraestrutura de TI muda, pessoas mudam e processos também mudam. O plano tem que ser sempre atual e com informações relevantes e corretas. Isso só é possível de acontecer se for retomado com uma certa frequêcia.

Além disso, deve passar pela validação das áreas envolvidas para que esteja alinhado às expectativas.”

 

5 – Divulgue e treine – “Pessoas de departamentos específicos e com formações específicas precisam ter conhecimento sobre os detalhes do plano. Também devem participar de treinamentos e dos próprios testes para entender o que deve ser feito na hora H.

Continue acompanhando nosso blog para saber mais sobre infraestrutura de TI.

LB2
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